PartoCesariana 3
atualizado em 13/07/2005
Apenas três por cento dosbebês estão sentados dentro do útero materno por ocasião de seu nascimento.Diz-se, então, que o bebê esta na chamada posição pélvica, que não deixa deser anômala, já que é de cabeça para baixo - na posição cefálica - que 97 porcento dos bebês se posicionam, definitivamente, no final da gravidez. Istogeralmente ocorre por volta da 36ª semana de gestação - mais ou menos no finaldo oitavo mês - quando o pequenino, já sem espaço para grandes piruetas dentrodo útero de sua mãe, acomoda-se de um jeito ou de outro e se prepara, então,para o grande, momento do seu nascimento.
Embora o fato do pequenino ter preferido sentar-se - e até hoje não se sabe,concretamente, por que isto acontece - não o prejudique em nada e nem sejasinal de que algo com ele não vai bem, uma coisa é certa: suas chances denascer por parto normal diminuem consideravelmente. E, dependendo do caso,pode-se até afirmar que desaparecem. Bebê sentado, portanto, é uma dasindicações mais precisas de cesariana.
Afim de que o colo do útero se dilate o bastante para permitir que por elepasse o pequenino no seu caminho para a vida, é preciso que dois fatoresestejam atuando em conjunto. Em primeiro lugar, é preciso que o útero secontraia com ritmo, força e eficiência e - é o que se chama de retração -, emsegundo lugar, é preciso que algo rígido como a cabecinha de um bebê pressionesistematicamente o colo uterino colaborando, assim, com a sua dilatação - é oque se chama de propulsão. Dilatação, portanto, é sinônimo de retração maispropulsão. Se o bebê está sentado, a tarefa de forçar o colo uterino fica porconta de suas nádegas. Só que suas nádegas são partes macias e, portanto, nãoexercem, sobre o colo uterino, pressão das mais eficientes, atrasando bastanteo período de dilatação. Não é impossível que a dilatação acabe se completando,só que levará tempo e, enquanto isto, tanto mãe quanto filho estarão secansando e até se prejudicando. Ou sofrendo. E mesmo quando a dilatação secompleta sem maiores problemas, é ainda necessário ultrapassar a fase deexpulsão, que também os exporá a riscos significativos, mesmo quando o parto éconduzido por um obstetra cuidadoso, hábil e experiente. Para a mãe, o riscode ter sua vagina, períneo posterior e vulva dilacerados com a passagem dacabecinha do neném, que pode comportar-se de forma imprevisível. Para opequeno, o risco de lesões cerebrais de graus diversos.
Existem casos, é lógico, de bebês que nasceram sentados de parto normal e que,tanto eles quanto suas mães, não tiveram qualquer tipo de problema. Estescasos, porém, constituem uma exceção.
Se, nas últimas semanas de gestação, o médico desconfia que o bebê estásentado, é hora de começar a preparar-se e também preparar a mãe para ahipótese quase certa da cesariana. Alguns outros aspectos podem e devem ser,de acordo com cada caso, considerados. Se, por exemplo, a parturiente é jovem,já teve filhos de partos normais e o obstetra percebe que seu bebê é pequeno,o risco de deixar nascer um outro bebê, mesmo que sentado, de parto normal, setorna bem menos significativo. Às vezes, não é necessário apelar para acesárea. Cabe ao obstetra, entretanto, decidir-se por este ou aquele caminhoSAIBAMAIS...
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