Diabetes e Gravidez

O que é?

O diabete melito é uma doença metabólica crônicacaracterizada por hiperglicemia, isto é, um aumento da taxa de açúcar nosangue.

É a doença médica mais comumente encontradadurante a gestação, sendo responsável por índices elevados de morbimortalidadeperinatal, especialmente devido aos fetos muito grandes (macrossômicos) e apresença de malformações fetais.

A incidência de anomalias congênitas em criançasde mães diabéticas está relacionada com a presença de níveis aumentados deglicose no início da gestação.

O diabete gestacional é uma condição deintolerância aos carboidratos, de graus variados de intensidade, caracterizadopelo seu início ou seu primeiro reconhecimento durante a gestação, podendo ounão persistir após o parto.Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através do rastreamentouniversal, em uma idade gestacional precoce, conforme um esquema que recomendaa realização da glicemia de jejum em todas as mulheres grávidas na primeiraconsulta do pré-natal.

Quando a medida do nível da glicose for menor doque 90 mg/dl e na história da paciente não há dois ou mais fatores de riscoassociados, as gestantes são consideradas de baixo risco, não requerendooutros procedimentos de rastreamento.

Se ocorrerem fatores considerados de risco, ainvestigação deve ser continuada, com controle da glicemia de jejum a partirde 20 semanas de gestação. A glicemia alterada leva a outros procedimentoscomo o teste de tolerância à glicose. Um teste alterado, com níveis superioresa 140 mg/dl configura a diabete gestacional.Fatores de risco

Os fatores de risco mais importantes são:

As mulheres que apresentam diabete gestacionaldeverão ser encaminhadas para centros mais capacitados para dar a devidaassistência tanto à mãe quanto ao bebê.Como se trata?

O tratamento inicial consiste em estabelecer umadieta adequada para controlar a glicemia da mãe, proporcionando um adequadoaporte nutricional para o feto.

A realização de uma atividade física deve serincentivada.

O controle glicêmico deve ser realizado atravésda monitorização domiciliar das glicemias capilares.

O tratamento com insulina deve ser instituído senão for possível manter níveis de glicemia adequados somente com a dieta ou seocorrer crescimento fetal exagerado.

O emprego de anti-diabéticos orais na gravidez écontra-indicado, assim como deve ser evitado o uso de adoçantes à base desacarina.Gestação e parto

A presença da diabete determina uma gestação derisco. À medida que avança a gravidez, o controle obstétrico passa a sersemanal, pois há um aumento na incidência de alterações hipertensivas e umrisco aumentado de morte fetal.

A avaliação do bem estar fetal deve serrealizada através da ecografia com determinação do perfil biofísico fetal,assim como a documentação da maturidade pulmonar fetal através de umaamniocentese, antes da realização de uma cesárea eletiva.

A via do parto é uma decisão obstétrica, semprelevando em conta o histórico da paciente, o controle metabólico e a estimativado peso fetal, lembrando que o parto vaginal com fetos grandes está associadoa um risco aumentado de distócia de ombro e de lesão traumática do parto.

No pós-parto, os níveis de glicemia devem sermonitorados. A maior parte das pacientes não requer mais o uso de insulina.

As mulheres que desenvolvem diabete gestacionaltêm maior chance de desenvolver diabete melito com o passar dos anos.

O aleitamento natural deve ser estimulado, mesmoque o bebê apresente maiores dificuldades em estabelecer a amamentação.

Autores: Equipe ABC da Saúde