O Direito ao aborto

Por Arnaldo Andrade Santos"Converter-se em pais é uma decisão muito importante que afetará o resto de sua vida. É essencial o poder tomar suas próprias decisões. Ninguém tem o direito de dizer o que você deve fazer.""O aborto é um direito de toda mulher""O aborto permite as mulheres viverem suas próprias vidas. Está bem fazer o aborto."

Buscando conhecer um pouco mais sobre a questão do aborto, me deparei com as frases acima como forma de propaganda empregada por determinada clínica abortiva* (ver abaixo), localizada nos EUA, um país 'livre', com pessoas 'livres' e que permite o aborto livre. Não pude ficar indiferente quanto a essa classe de propaganda que vem sendo apresentada, não só por essa clínica, mas por todas abortivas, já que isso é apenas uma amostra de uma política que vem sendo veiculado por ai como proposta à uma pseuda-liberdade.

Muitas mulheres não pedem e tão pouco querem engravidar é certo, e isso sim lhe é direito. Entretanto se isso ocorrer, um assassinato não pode ser cometido em razão disso. Por mais que digam, abortar voluntariamente o desenvolvimento de uma criança é infanticídio, ou melhor, assassinato, não há para isso meias palavras; o que está havendo é um ardiloso discurso para dizer essa verdade de outra forma.

Dizer que o aborto é um direito de escolha para se livrar de um "produto não desejado" (como essas clínicas costumam se referir a vida uterina), me aguça à reflexões seriíssimas. Posso então, quando e como quiser, me livrar de "produtos" que não me são queridos?

Existem normas que me impedem de fazer isso. E não se trata de normas impostas por governo ou órgãos através do estabelecimento de suas leis. São normas intrínsecas ao ser humano e a uma sociedade humana e civilizada, normas como o direito individual à vida e a liberdade; rompê-las, ou não aplicá-las, é voltar ao estado primitivo ou animal, onde ninguém tem direitos, só eu! Mas pior que estes estados está sendo o atual onde se induz o seguinte lema de vida:"Precisas viver, e bem. Ainda que seja em detrimento de vidas e a liberdade de outras pessoas"

Essas mesmas pessoas que promovem e praticam essa "nova mentalidade de direito" serão aquelas que amanhã estarão defendendo o direito de extermínio de seus próprios filhos caso esses, tenha a idade que for, não lhes sejam de seu agrado. Afinal, qual a diferença (pela lógica) de assassiná-los dois meses antes ou depois?

É uma situação muito delicada e merece toda nossa prudência e discernimento quando nos deparamos com essa 'filosofia', a qual grupos abortistas e clínicas aplicam, sutilmente, com objetivo de lograr a população.

O aborto ceifa uma vida. E isso, por mais que coloquem de forma diferente, é uma verdade inconteste, portanto, alegar ou estabelecer razões para fazê-lo sempre será por índole puramente pessoal, assim como as causas de tantos outros crimes e assassinatos que ocorrem.

Dizer que "O aborto permite as mulheres viverem suas próprias vidas e está bem fazer o aborto." é dizer que me faculta o assassinato como forma de tirar do meu caminho pessoas que me são inoportunas, e que está bem assassinar.

A mulher tem o direito de não querer engravidar, mas se acontecer cabe lhe também o direito de não ser mãe, só não deve possuir o direito a ser uma algoz, que ao menos gere o ser que está crescendo em seu ventre e depois o dê. O ato de dar sempre foi e sempre será muito mais humano e livre do que o de roubar (uma vida) ...*Organizaciones Pro-Opcion

Federación Nacional para el Aborto - (National Abortion Federation - NAF) - 1-800-772-9100 Washington, DC