O Outro lado (revelações)

Arnaldo Andrade Santos

E as pessoas que têm seus conceitos fundamentados em obras literárias ou em organizações que são favoráveis ao aborto livre?

Volto a enfatizar que devemos estar atentos a tudo que vemos e ouvimos. A quem interessa o aborto livre? Por que ele é tão fomentado e por que razão muitos, veementes, pregam sua liberação?

Colocarei, a seguir, algumas questões de muita importância, que vem nos aclarar porque a propagação do aborto vem sendo cada vez mais intensa, qual o seu objetivo e quais as estratégias usadas para isso:

Através da Tese de Thomas Robert Malthus, de Controle Populacional, propagou-se a idéia de que a população do mundo estava crescendo demasiadamente a ponto de se prever uma "explosão demográfica" e como conseqüência, falta de alimentos, fome, misérias, etc., etc. ... E como solução, ele recomenda negar à populações todas e qualquer assistência (Hospitais, asilos, etc.) e aconselhar-lhes a abstinência sexual para diminuir a natalidade.

Esta tese foi defendida por muitos, entre eles o Dr. Paul Emmrich, da Universidade de Stanford, em seu polemico livro "The Population Bomb", escrito há 22 anos, que alertava para as mesmas conseqüências.

Surge daí uma grande preocupação a nível mundial quanto ao tema. Estatísticas alarmantes agitaram governos e população.

Evidentemente essas teorias não contavam com o desenvolvimento industrial para a produção de alimentos e demais bens de consumo. Hoje, ao contrário do que pensavam, toneladas de alimentos são jogadas fora, enquanto milhares de pessoas morrem de fome. Tanto que, em 1947, o total de pobres correspondia a cerca de 17,4% da população mundial, passados cinqüenta anos, este número triplicou, as riquezas mundiais cresceram sete vezes e o número de ricos dobrou. Atualmente a preocupação dos "neo controladores populacionais" é o prejuízo que a superpopulação pode trazer ao eco sistema...

Entretanto, baseados na Tese Malthusianista de uma "Explosão demográfica e suas conseqüências", surgem, por parte dos governos e organizações do 1o mundo, com o apoio do Banco Mundial, ousados projetos para controle da população nos países do 3o mundo sob a denominação de "Planejamento Populacional", visando, não o bem estar de sua população, mas o "perigo" que essa "explosão" acarretaria às nações desenvolvidas (como a imigração).

Uma das importantes ações para prevenir-se desse "mal" foi criado, em 24 de Abril de 1.974, o documento NSSM 200, também conhecido como "Relatório Kissinger" (ver item 1 no final) que tem por título: "Implicações do Crescimento da População Mundial Para a Segurança e os Interesses Externos do Estados Unidos" Neste relatório afirma-se que o crescimento da população mundial é uma ameaça para os Estados Unidos, que é preciso controlá-la por todos os meios: anticoncepcionais, esterilização em massa, criação de uma nova mentalidade contra família numerosa, investimento maciço de milhões de dólares em todo o mundo.

Vejamos alguns trechos deste documento:

O Brasil é um dos países - chave"A assistência para o controle populacional deve ser empregada principalmente nos países em desenvolvimento de maior e mais rápido crescimento onde os EUA têm interesses políticos e estratégicos especiais. Estes países são: Índia, Bangladesh, Paquistão, Nigéria, México, Indonésia, Brasil, Filipinas, Tailândia, Egito, Turquia, Etiópia e Colômbia" (páginas 14/15, parágrafo 30)

É preciso controlar o Brasil"América Latina. Prevê-se que haverá rápido crescimento populacional nos seguintes países tropicais: Brasil, Peru, Venezuela, Equador e Bolívia. É fácil ver que, com uma população atual de mais de 100 milhões, o Brasil domina demograficamente o continente; lá pelo fim deste século, prevê-se que a população do Brasil chegará aos 212 milhões de pessoas, o mesmo nível populacional dos EUA em 1974. A perspectiva de um rápido crescimento econômico - se não for enfraquecida pelo excesso de crescimento demográfico - indica que o Brasil terá cada vez maior influência na América Latina nos próximos 25 anos" (página 22)

Mas como disfarçar o plano?"Os EUA podem ajudar a diminuir as acusações de motivação imperialista por trás do seu apoio aos programas populacionais declarando reiteradamente que tal apoio vem da preocupação que os EUA têm com:

a. ) o direito de cada casal escolher com liberdade e responsabilidade o número e o espaçamento de seus filhos e o direito de eles terem informações, educações e meios para realizar isso; e

b. ) o desenvolvimento social e econômico fundamental dos países pobres nos quais o rápido crescimento populacional é uma das causas e conseqüência da pobreza generalizada".( Página 115)

  • A utilização das mulheres"A condição e a utilização das mulheres nas sociedades dos países subdesenvolvidos são de extrema importância na redução do tamanho da família. Para as mulheres, o emprego fora do lar oferece uma alternativa para o casamento e maternidade precoces, e incentiva a mulher a ter menos filhos após o casamento... As pesquisas mostram que a redução da fertilidade está relacionada com o trabalho da mulher fora do lar..." (Página 151)

    Criar uma mentalidade contra a família numerosa"A grande necessidade é convencer as massas da população que é para o seu benefício individual e nacional ter, em média, só três ou então só dois filhos" (Página 158)"Certos fatos sobre o aborto precisam ser entendidos:- nenhum país já reduziu o crescimento de sua população sem recorrer ao aborto"(Página 182).· · ·

    Veja um artigo do The Wall Street Journal de Nova York, re-publicado na "Folha de São Paulo em 21/06/98"Dois norte-americanos que esperavam diminuir o crescimento demográfico e a imigração para os Estados Unidos exportaram pílulas que foram utilizadas para esterilização de mulheres em países pobres.

    Stephen Mulford e Elton Kessel, pesquisadores que estudam anticoncepcionais, financiaram a fabricação das pílulas na Suíça e sua distribuição em cerca de 20 países.

    A utilização de remédios que tornam a mulher estéril é proibida nos EUA.

    Os pesquisadores atuaram em países pobres para "passar por cima dos controles rigorosos que normalmente se aplicam ao estudo e à utilização de drogas experimentais". A pílula é introduzida no útero e evita a gravidez. O procedimento é realizado sem anestesia.

    Mulford afirmou ao jornal que a esterilização de mulheres nos países pobres seria uma forma de reduzir o número de imigrantes potenciais de países do Terceiro Mundo para os Estados Unidos."· · ·

    O canal de televisão GNT levou ao ar, no dia 5 de Julho de 98, as barbáries do "Planejamento Populacional" em alguns países Africanos. Nesses, informa o programa, foram despejadas toneladas de anticoncepcionais e 123 milhões de esterilizações foram realizadas nos últimos 25 anos. Ligadura das trompas são feitas após o parto sem o consentimento da mulher, revela uma das vítimas dessa ação. As Clínicas do Planejamento Familiar (ver item 3 abaixo) só existem para cirurgias de esterilização, distribuição e implantação de anticoncepcionais, "se você tiver algum problema depois, eles não atendem", relata outra vítima que disse haver tirado, com suas próprias mãos, um DIU que haviam-lhe implantado e estava causando inflamação.

    São gastos - segue o programa -, por ano, precisamente em Quênia, 13 milhões de Dólares para a esterilização e a anticoncepção contra 4 milhões em ajuda humanitária. Ao contrário do que se pensa, não é objetivo alimentar a população Africana, pois, quanto mais alimento, mais reprodução, revela um dos entrevistados do programa.

    O livro "Quem decide? Poder, Política e Controle de População (ver item 4 abaixo) também relata de forma minuciosa e com procedência, as maneiras e os objetivos desses projetos junto ao Continente Africano.· · ·

    É válido lembrar que, usando como pano de fundo a "Explosão Demográfica", estão os grupos de ideologias racistas desenvolvendo todo um programa para o aperfeiçoamento da raça humana. Para eles, a única maneira de resolver os problemas sociais e econômicos do mundo seria através da melhoria da raça. Trata-se do conhecido grupo de racistas que teve na pessoa de Hitler sua maior expressão. Hoje seus continuadores perseguem essas idéias de seleção com novas tecnologias e novas estratégias baseados nos trabalhos de Margaret Sanger.

    Margaret Sanger em seu livro "O pivô da Civilização" escrito em 1922, acreditava firmemente que a situação social e econômica do homem depende unicamente de sua capacidade hereditária de sobreviver. Seguindo a opinião de Darwin, segundo a qual só os mais fortes conseguem sobreviver, ela desenvolveu a filosofia eugênica que aplicou em seus projetos de controle de população. Projetos esses, até hoje, difundidos pela organização que ela fundou em 1952 (IPPF - International Planning Parenthood Federation - Federação Internacional do Planejamento Familiar), e que, atualmente, muito bem estruturada financeiramente por importantes empresas, encontra-se com filiais em 134 países promovendo o controle da população, objetivando o encontro da raça perfeita. No Brasil a BEMFAM - Sociedade Civil de Bem Estar Familiar, é a sua afiliada

    E aqui vai um alerta:

    A política de controle populacional imposta pelos países ricos, sob o patrocínio das Nações Unidas e de Organizações Não Governamentais (ONGs), está por merecer um sério estudo dos que defendem os direitos humanos e a soberania nacional dos países em desenvolvimento.

    Os denominados "Projetos de População", financiados por essas instituições, constituem instrumentos de controle de população!

    Sob o eufemismo de "Planejamento Familiar" e "Ajuda aos Países em Desenvolvimento", milhões de Dólares são investidos para criar uma mentalidade anti natalista.

    Com recursos desses projetos, os meios de comunicação tiveram grande papel na mudança da mentalidade das pessoas. Novelas, filmes, entrevistas, reportagens, artigos, seminários e publicações diversas, são instrumentos utilizados pelos que querem controlar o crescimento populacional.· · ·

    No Brasil, na cidade Guarulhos, será construída uma fábrica para a produção de anticoncepcionais que serão distribuídos, à população de baixa renda, gratuitamente. A idéia da FURP, fabricante do remédio, é produzir 27 milhões de cartelas até o ano de 2004. A construção dessa fábrica terá um custo de R$ 25 milhões. (do Jornal "O Estado de São Paulo de 27/08/98)

    A quem interessa gastar R$ 25 milhões para distribuir, gratuitamente, pílulas anticoncepcionais? Se é intenção um objetivo nobre ou humanitário por que não empregar essa quantia em questões onde há mais prioridade? Por exemplo, assistência médica à carentes, casas populares, programas de alimentação, educação básica e tantas outras necessidades as quais a população carente tanto urge.

    E se há quem diga que diminuindo a população de um país o nível de vida melhora, podemos afirmar, com absoluta certeza, que é todo o contrário: Ao melhorar o nível de vida é que diminui-se o número da taxa de natalidade. Tanto é que isso (a baixa taxa de natalidade), é um dos sérios problemas nos países desenvolvidos.

    É evidente que a pobreza tem que ser combatida e eliminada, mas não a pessoa do pobre; esta tem que ser esclarecida em conhecimentos e levantada como Ser Humano e este trabalho não são muitos que querem realizá-lo. Talvez até pensem que, não permitindo que o pobre nasça ou não encontre meio de sobreviver esta questão estaria resolvida, ledo engano...

    Dados oficiais, para controle populacional no Brasil, por exemplo, constam no "Inventory of Population Projects in Developing Countries Around the Word" (de 1990 - 1992- 1994), publicado pelo fundo de população das Nações Unidas (FNUAP). Há outros recursos também destinado ao Brasil com a mesma finalidade, é o caso dos recursos do UNICEF, do UNIFEM, da Fundação MacArthur, Fundação Ford, etc., destinados ao Cento Feminista de Estudos e Assessoria (CFÊMEA). Essa organização faz "lobby" no Congresso Nacional com o objetivo de conseguir a modificação da legislação para introduzir o controle de população, em que, a esterilização e o aborto constituem alguns de seus métodos.

    Por essas, meu caro, o aborto é tão "solenemente" defendido e estimulado por muitos, pois trata-se de um precioso instrumento no "estratégico" Controle Mundial da População.

    Com razão disse o Dr. Bernard Nathanson:"Eu acuso a liga Nacional do direito ao aborto. Eu acuso as agências de planejamento Familiar e todos os conspiradores da indústria do aborto de uma consistente conspiração silenciosa, que faz a mulher ignorar os verdadeiros fatos sobre o aborto".

    É importante mencionar aqui que, seja respeitado o Direito de um casal em decidir por ter ou não determinado número de filhos. E mais importante ainda é que essa decisão seja própria e não fruto de influências de opiniões alheias.

  • 1 - Documento baseado em estudos e estratégias desenvolvido pelo Conselho de Segurança dos E.U.A. assinado pelo Sr. Henry A. Kissinger e dirigido ao Secretário de Defesa, ao Secretário de Agricultura, ao diretor da CIA, à Secretaria de Estado e ao Administrador da Agência para o Desenvolvimento Internacional (AID), foi esse documento enviado a todas embaixadas norte-americana. Em 3/7/89 esse documento foi desclassificado, com autorização da Casa Branca, pela Executive Order 12358.

    Documento agora de domínio público. Para conhece-lo, na íntegra :

    Population Research Institute.5119A Leesburg Pike, Suite295Falls Church, Virginia 22041USAPhone: 540/662-5240 Fax: 540/622-2728E-mail: popri@ix.netcom.comWorld Wide Web: http://www.pop.org

    Ou http://www.pop.org/students/nssm200.html (Copia em Inglês)

    3 - Postos de atendimento criados em todo o mundo para orientar e executar, junto a população, o controle populacional. No Brasil, entre muitas, estão - ABEPF,BEMFAM,CAEMI,CEMICAMP,CNBL, FEBRASGO,SAMEAC,UFRJ, UnB,UNFPA, financiadas por Organizações Não Governamentais como IPPF, Population Council, The Pathfinder Fund, FHI, AVSC e Organizações Governamentais, tais como AID e os organismos da ONU (OMS,OPS,UNIFEM,UNICEF, FAO,Banco Mundial)

    4 - Information Project for Africa, Inc - Editora Talento/1995